PSICANÁLISE, CORPO E MEDICINA
- Coordenação: Eduardo Camargo Bueno e James de Moura Valeriano
- Frequência: Quinzenal, às quartas-feiras
- Datas: 12/08, 26/08, 09/09, 23/09, 07/10, 21/10, 04/11 e 18/11/2026
- Horário: das 12:00 às 13:30
- Modalidade: on-line
- Inscrição: eduardocbueno77@gmail.com, jamesmoura4@gmail.com
A fala de Lacan aos médicos do hospital Salpêtiere em 1966, publicado como título “O lugar da psicanálise na medicina” é a referência fundante do trabalho de investigação deste núcleo partindo das duas noções de corpo apresentadas ali, a saber, o corpo sustentado pela unidade imaginária, metrificado, parametrizado, Todo, sem resto, da medicina; e o corpo que se goza, tal como definido por Lacan.
Neste ano pretendemos seguir nossa investigação sobre a noção de corpo em psicanálise através do Seminário ‘A angústia, livro 10”, partindo da visada da angústia como afeto e, portanto, algo vivido no corpo. Nesse percurso, Lacan promove a passagem do pequeno a, a objeto destacado do corpo, heterogêneo ao significante e desimaginarizado, um resto não assimilável na rede de significantes.
Esta mudança de estatuto do objeto implica em uma mudança de estatuto do corpo. Segundo Miller, “uma via que visa o real utilizando outra coisa que não o significante”.[1]
Questão: Como responder aos impasses apresentados pelos sujeitos diante do mercado de adequação e otimização da performance do corpo, tendo em vista que o corpo sempre escapa?
