PSICANÁLISE E TOXICOMANIA
- Coordenação: Felipe Ortolani e Maria Célia Reinaldo Kato
- Frequência: Quinzenal, às quartas-feiras
- Datas: 05/08, 19/08, 02/09, 16/09, 14/10, 28/10, 04/11 e 18/11
- Horário: das 18:00 às 19:30
- Modalidade: Híbrida
- Local: R. Galileu Galilei, 1800, sala 905 – Jardim Irajá – Ribeirão Preto
- Inscrições: nucleodetoxicomaniaclinarp@gmail.com
O grande problema do capitalismo está no excedente, naquilo que transborda, um excesso avassalador e isso diz muito sobre o sujeito toxicômano na sua relação com o gozo, quando não há uma impossibilidade entre ele e o objeto droga. A toxicomania enquanto um modo emblemático da inexistência do Outro, se torna cada vez mais dominante em nossa época.
Como indica Liliana Aguillar: “até que ponto o declínio do Nome-do-Pai alterou a instituição do matrimônio, chegando a abalar um dos casamentos mais firmes, o do sujeito com o falo”1.
Tomando como eixo orientador o Congresso da AMP 2026, cujo tema é o aforismo de Lacan “Não há relação sexual”, “ocasião propícia para colocar a trabalho a relação do sujeito com o falo, “obstáculo”, segundo Lacan, à relação entre os sexos. A partir daí, interessa novamente à Rede Toxicomania e Alcoolismo (TyA) do Campo Freudiano interrogar a proposição de Lacan segundo a qual a droga “permite romper o casamento com o pequeno pipi”2.
A partir dessa orientação, nos propomos pesquisar a relação do sujeito com o falo, abordando a dimensão de ruptura, a partir da diferenciação entre gozo fálico e gozo peniano. Como também a questão proposta por Tomás Verger “a tese de ruptura permitiria uma elucidação do sintagma “não há relação sexual?”3 que nos parece imprescindível para localizarmos a clínica das toxicomanias no contemporâneo.
Convidamos vocês a nos acompanharem nessa pesquisa!
