ATELIÊ DE LEITURA - “O Seminário livro 6 – O desejo e sua interpretação”

June 9, 2020

 

Responsáveis:  Cláudia Regina Santa Silva (19) 99665-7924

Laura M. O. Espagnoli (19) 99156-6824

Periodicidade: Semanal

Horário: quinta feira das 13h30 às 15h00.

Durante a pandemia a atividade está ocorrendo quinzenalmente, por Skype, às sextas-feiras das 8h00 às 9h30.

 

Nos anos 2018/19 fizemos uma leitura passo a passo dos textos de Lacan “A significação do falo” e “Subversão do Sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano”, cotejando com algumas aulas dos seminários 4, 5 e 6.

 

A partir disso novas questões se abriram, dentre elas: “Qual a relação entre desejo e fantasia?” (ambas no segundo patamar do grafo do desejo)

 

A afirmação de Lacan: “O desejo é regulado a partir da fantasia”[1], instigou-nos a continuar nossa investigação com a leitura do seminário 6 - “O desejo e sua interpretação”, visto que, é nesse seminário que se dá a elaboração da primeira lógica da fantasia construída por Lacan.

 

Entendemos ser importante estudar a primeira lógica desta construção de Lacan mesmo sabendo de uma segunda lógica construída no seminário 14. Pois como diz Miller: “As novas construções de Lacan não anulam as antigas, elas as prolongam. Mas, por vezes, as novas perspectivas apagam realces que as antigas evidenciavam, e creio que, no que, no que concerne à fantasia, esse é o caso”.[2]

 

Diante disso, nos propomos a estudar esse seminário, à luz da apresentação feita por Miller, no texto supracitado. Vamos nos aprofundar na lógica da fantasia, nesse primeiro tempo em que o objeto era considerado imaginário, não desavisados de que a partir do seminário 7 haverá uma torção no ensino de Lacan, culminando com a construção do objeto a no seminário da angústia como aquilo que resta do real não significantizável.

 

Assim, continuamos nossa linha de investigação na questão colocada pelo atelier no ano de 2019, a saber: como pensar o desejo em tempos onde o objeto a é elevado ao zênite social, e o imperativo goza dá as cartas no jogo contemporâneo. Como entra aí  o desejo? Como Lacan percorre esse caminho entre significante e desejo, indo em direção ao objeto a, gozo e real? Para isso, nos pareceu fundamental incluir neste percurso o que do desejo pode ter relação com a construção da fantasia. E  de como o obeto a sai do estatuto imaginário para o lugar de real não significantizável.

 

 

[1]     LACAN, J., “Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano”, in Escritos, pag 831, JZE, Rio de Janeiro

 

[2]     MILLER, J., “Apresentação do Seminário 6: o desejo e sua interpretação, de Jacques Lacan”, in Opção Lacaniana online, ano 5, número 14

 

 

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