Ciclo Avançado sobre o Seminário 17 de Jacques Lacan

October 28, 2019

Coordenação: Sílvia Sato

Local: Clin-a - Rua Galileu Galilei, 1800/sala 905 Ribeirão Preto

Frequência: Mensal

Data: Mar: 07

Dia e horário: Sábado das 09h às 12h

 

 

 

* Conferência de Abertura - O mestre contemporâneo e o triunfo dos objetos, por Henri Kaufamanner, psicanalista, membro da EBP/AMP

Informações: silvasatorp@gmail.com - (16) 98156-5607

 

O analista deve estar à altura de seu tempo. No seminário 17, O Avesso da Psicanálise, oferecido pouco depois de maio de 1968, Lacan transmite em ato essa premissa e se debruça sobre a experiência analítica articulando linguagem e gozo, por meio da formulação dos quatro discursos.

 

Ao enfatizar o laço social através dos discursos, estabelece uma relação de trama por onde se transmite algo do vivo, destacando os modos de satisfação de cada época.

 

No seminário 10 - A angústia, que trabalhamos no último Ciclo avançado, Lacan ressaltou o valor de causa de desejo e de agalma do objeto a. Já com O avesso da psicanálise, podemos dizer que sob efeito do capitalismo, enquanto mestre atual, o objeto tem seu valor por ser consumível, para em seguida virar dejeto e ser esquecido.

 

Em torno dessa trama que articula discurso e satisfação, convidamos para o novo Ciclo Avançado, com o qual nos perguntamos sobre a atualidade do que apresenta esse Avesso e como afeta tanto o laço social quanto a subjetividade de hoje?

 

Para provocar o trabalho, receberemos o psicanalista Henri Kaufmanner membro da EBP/AMP que fará a conferência: O mestre contemporâneo e o triunfo do objeto.

 

Conferência de abertura do Ciclo avançado sobre O avesso da psicanálise, seminário 17 de Lacan

 

“O mestre contemporâneo e o triunfo dos objetos” foi como Henri Kaufmanner, querido colega de Minas, nomeou sua conferência do Ciclo Avançado que se inicia. Convidado a falar sobre a articulação com a clínica e com as questões contemporâneas, Henri fez uma fala viva, num percurso que situa o discurso e o momento da época, enfatizando as mudanças não só na dimensão discursiva, sob o efeito do avanço da ciência e do capitalismo, mas na relação de uso dos objetos, levantando questões atuais que nos servirão ao longo do ciclo.

 

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Resenha Ciclo Avançado Ribeirão Preto

 

Em 28/09/2019, ocorreu o início do trabalho em relação ao Seminário 17 de Lacan (“O avesso da psicanálise”) no Ciclo Avançado proposto pelo CLIN-a de Ribeirão Preto. A apresentação dos dois primeiros capítulos foi feita por Diva Rubim, psicanalista e associada ao CLIN-a.

 

Uma vez que se trata de um seminário realizado entre 1969 e 1970, Diva fez um resgate histórico de 1968, ano marcado por diversas manifestações e movimentos sociais pelo mundo, sobretudo na França, com o estopim ocorrendo em maio daquele ano. Inclusive, a foto da capa do seminário retrata exatamente uma cena emblemática desse protesto e conta com a presença de uma figura importante, Daniel Cohn-Bendit.

 

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Ciclo Avançado

O Avesso da Psicanálise - Seminário 17

 

No terceiro encontro do Ciclo Avançado de 2019, Fernando Prota (psiquiatra, psicanalista, membro da EBP/AMP) trabalhou os capítulos “III – Saber, meio de gozo” e “IV – Verdade, irmã de gozo” do “Seminário XVII – O avesso da psicanálise”.

Para situar a discussão, Fernando inicia sua fala pontuando que, nesses capítulos, além do conceito de gozo já contido nos títulos, o que está em pauta é o “discurso do analista”. Muito precisamente, aponta o fato que no “discurso do analista” está incluso não só a prática da psicanálise, mas também sua transmissão. Essa ideia traz à tona a dimensão da psicanálise como uma práxis, não se pode dissociar teoria, prática e transmissão. É a partir desse ponto de enodamento que Fernando propõe sua fala.

 

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Ciclo Avançado – O Avesso da Psicanálise - Seminário 17

 

No dia 30/11/2019, dando continuidade ao ciclo avançado do CLIN-a da cidade de Ribeirão Preto, Emmanuel Melo apresentou o capitulo V “O Campo Lacaniano” do seminário XVII “O Avesso da Psicanálise” de Jaques Lacan. Abaixo, segue a resenha do que foi elaborado a partir de sua apresentação.

 

A “chave” do seminário XVII é que Lacan se distância das questões dos Discursos, estabelecendo uma relação entre o Campo do Gozo e o Campo Lacaniano. Nesse momento do ensino, Lacan esta apoiado no gozo enquanto repetição, avançando sobre o conceito de gozo dos primeiros seminários, que eram mais próximas ao Imaginário.

 

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Ciclo Avançado – O avesso da psicanálise – Seminário 17

 

O CLIN-a de Ribeirão Preto neste 7/03/2020 retomou os trabalhos referentes ao Seminário XVII de Lacan - O avesso da Psicanálise, o que foi feito com entusiasmo pelos presentes e contou com a apresentação do capítulo VI - O mestre castrado, pela psicanalista Maria Célia Reinaldo Kato.

 

No âmago de questões iniciais entre outras, foram colocadas a dos laços sociais: como se dão pelas vias do significante e gozo? E na análise, como se dá esta experiência dos discursos? Como cada época vive a pulsão sendo o laço social uma forma de enquadramento desta com perda de gozo?

 

Vimos que o objetivo de Lacan foi retomar o estatuto do $ e a psicanálise pelo avesso em conformidade com a verdade do inconsciente, considerando o discurso do mestre ( DM) como sendo o próprio discurso do inconsciente. Assim, o DM como o avesso da psicanálise põe um contraponto ao discurso analítico, sendo este um analisador daquele.

 

A novidade deste capítulo, vale ressaltar, é o significante mestre enquanto saber, que ao ser emitido na direção dos meios de gozo, determina a castração. Deste modo, o DM é equivalente ao discurso do inconsciente quando marca a entrada do sujeito na linguagem, ocasionando sua divisão. Nesta operação surge uma perda de gozo pela renúncia da pulsão e sobra um resto sob a forma de mais de gozar enquanto tentativa de recuperar o gozo perdido, que é da ordem do impossível.

 

Com a metáfora do senhor e escravo, de Hegel, vimos o saber no campo do Outro ( do escravo), com a verdade abaixo da barra , demarcando que o mestre é castrado.

 

A relação do DM com o discurso da histérica ( DH) mostrou a demanda histérica ao mestre, que ele responda sobre o que é a relação sexual. O caso Dora trazido por Lacan esclareceu a relação dela ao pai idealizado que, embora impotente, ocupava o lugar simbólico de potência quanto à criação. Deste modo, para Dora a castração do pai estava barrada.

 

Do que se trata aí? Dora tem a idéia de que o Sr K, terceiro homem, tem o órgão não para ela usar mas para que outra, a Sra K, a prive dele ( gozo da privação).

 

O segundo sonho de Dora marca que o pai simbólico é o pai morto, quando encontra para este pai seu substituto num grande dicionário, no qual se aprende sobre sexo: mais além da morte de seu pai, o que lhe importa é o que ele produz de saber sobre a verdade.

 

Lacan criticou Freud quanto ao tratamento das histéricas: por que substituiu o saber delas pelo do complexo de Édipo? Também questionou-se contradições do pai em Freud, pondo a caminho novo estatuto do pai.

 

De pai idealizado e mascarado com a verdade dissimulada sobre sua castração, Freud poderia ter se guiado melhor pelos dizeres das histéricas, o que levou Lacan a requestionar no nível  da própria análise “ do quanto de saber é preciso para que esse saber possa ser questionado no lugar da verdade”.

 

Elisabeth Paschoalino, participante do Ciclo Avançado

 

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