Aula inaugural do Clin-a em Campinas

CAMPINAS – 23/02/2019

Do sujeito ao Falasser

Rômulo Ferreira da Silva – EBP romulofs18@gmail.com


Agradeço o convite por poder trabalhar com vocês, depois de tanto tempo. Veridiana Marúcio e Patrícia Bichara me disseram que eu estava livre para escolher o tema, mas me senti compelido a tratar do tema “Do sujeito ao falasser”, porque ele nos dá a oportunidade de retomar momentos importantes da minha formação no tempo que frequentava assiduamente Campinas e participava de muito perto da transmissão da psicanálise nessa cidade.


Trabalhamos bastante o caso do Homem dos Lobos, que é sempre entusiasmante e uma conversa sem fim.

A partir desse caso, pude retomar textos de Freud e de Lacan no que se referem à constituição do sujeito, colocando em tensão a psicose e a neurose. À época essa tensão se fazia mais do que necessária porque estávamos, de uma forma ou de outra, inseridos até o pescoço no trabalho da reabilitação psicossocial na política da Saúde Pública.

Foi importante desenvolver, a partir da psicanálise da Orientação Lacaniana, o diagnóstico diferencial entre essas duas estruturas. Não apenas pelo quê se pôde extrair de orientação para o trabalho institucional que era efervescente naquela época, mas também pela abertura às abordagens da clínica contemporânea que se apresentavam.

De fato, para isso o caso do Homem dos Lobos é impar. Desde o início o diagnóstico se apresentou incerto e as condutas psiquiátricas da época não conseguiam cerni-lo. Tantos anos se passaram e os colegas que conduzem a psicanálise da Orientação Lacaniana em Campinas avançaram muito sobre esse tema.

Não temos mais a inserção institucional que tínhamos. Atualmente as políticas de Saúde Mental não dão a mínima para nossas abordagens dos problemas que se apresentam. Estamos em um outro momento e não se trata de cultivar um saudosismo dos tempos que se foram.

Tento então, atualizar a pergunta que sempre me acomete quando abordo o caso do Homem dos Lobos: o que ele ainda nos ensina?

Respondo rapidamente que ele nos ensina os conceitos fundamentais da psicanálise, no que Freud explicita nesse caso o que é o inconsciente. Não é à toa que ele escreve, logo após o encerramento do tratamento de Sergei Pankejeff em 1914, os textos sobre o Recalque e o Inconsciente, ambos de 1915.

É o caso que dá as bases, no meu entender, para que Freud produza o texto A Negativa em 1925, sobre o qual nos debruçamos até hoje para extrair consequências clínicas. Ele nos auxilia na discussão de temas atuais como por exemplo, o corpo em psicanálise.

Sempre tendo o caso do Homem dos Lobos como guia, digo que a psicanalise não toma os casos como forma de justificar ou ilustrar a teoria. O caso é posto em discussão para que se possa questionar e fazer avançar a psicanálise exatamente pelas dificuldades que ele coloca. O caso serve para mostrar que há algo de opaco que não se submete ao saber.

Freud nos orientou a não escrever um caso enquanto ele estivesse em atendimento... Assim ele o fez com o Homem dos Lobos. Ele o atendeu até julho de 2014 e só o publicou em 1918.

Nesse período o caso o acompanhou de várias maneiras. Seja como material para fazer valer a sua invenção/criação frente aos desvios que a psicanálise apresentava, por exemplo por Jung e Adler, seja para desenvolver muitas ideias que surgiram em decorrência desse tratamento, e ainda, pelo tormento, pelo qual passou Freud com a fantasia de que seu filho mais velho, Martin Freud, seria morto por Sergei Pankejeff , já que foram convocados para a primeira grande guerra na mesma época, porém, de lados opostos. Lembrem-se que Sergei era um russo aristocrata que foi convocado para a Guerra em 1914 e teve de voltar para a Rússia. Passou pela revolução russa e retornou pobre para Viena.

Esse foi o último grande caso publicado por Freud e podemos deduzir que alguma coisa do caso operou na reviravolta dos anos 20.


Freud trabalhou a paranoia, sua primeira abordagem da psicose, a partir do seu modelo de neurose. A classificação se estabeleceu de forma standard e não havia sido posto o mecanismo da foraclusão, a Verwerfung , como próprio da psicose. Foi só a partir de Lacan que esse termo se tornou um conceito em psicanálise.

Podemos verificar que Freud se dá conta de que algo diferente ocorre com esse paciente no que tange ao recalque, a Verdrangung, ou seja, ele diz que o que esse paciente fez foi algo mais radical do que um recalque.


A classificação standard sofre abalo porque Freud a estabeleceu a partir da referência ao pai, ou seja, os grandes casos anteriores trabalhados por Freud tinham sempre o pai como referência, mesmo quando pensamos no caso Schreber, que por sua ausência, mas não menos referenciado, desencadeia seu delírio.

Nesse aspecto, a psicose é o ponto de afirmação sobre a referência ao pai como ideal, pois, na ausência dele tudo desaba.

Para além da função organizadora do pai surge nesse caso, o pai que goza. O pai que não se estabelece apenas pela função normativa, mas também pelo seu gozo. Nada mais atual para enfrentarmos a nossa clínica.

Se o pai goza, o filho está em risco de ser devorado por ele. É o que aparece na capa do Seminário 4 de Lacan com o quadro de Goya.

Mesmo com a ausência desse pai simbólico instalado como tal no modelo edípico, o Homem dos Lobos não apresenta o seu mundo desabado como seria de esperar, se nos baseamos no caso Schreber.

Ao contrário, ele se apresenta desde a perspectiva da neurose se tomarmos apenas os seus sintomas para a elaboração diagnóstica. Ou seja, há uma ruptura na relação entre sintoma e neurose na qual Freud se apoiava.

Concluímos que o Homem dos Lobos encontrou uma sustentação no laço social, para além do Édipo.

Mesmo que evidenciada a sua psicose, seja pela alucinação do dedo cortado na infância ou o episódio psicótico ocorrido durante o tratamento com Ruth Mack Brunswik, esse paciente pôde permanecer no laço social sustentado pela comunidade analítica até o final de sua vida.

Um caso exemplar da participação da psicanálise do trabalho de reabilitação psicossocial. Sergei Pankejeff abandonou o seu nome de batismo e se anunciava, ao telefone, como o Homem dos Lobos. Ele pintou inúmeros quadros com a cena do sonho dos lobos na Nogueira e os vendeu para toda a comunidade analítica.

As atipias sintomáticas do caso revelam de maneira discreta a psicose desse sujeito mais na vertente da psicose ordinária, ou seja, não se trata de um desabamento total ao ser convocado desde o lugar do nome do pai que não está lá. Não há uma regressão ao estádio do espelho como ocorreu à Schreber.

Esse caso reforça a tese do inconsciente freudiano e coloca muitas questões a respeito do que é que faz a junção da articulação significante, donde advém o sujeito.

Vemos como Freud busca dar sentido a partir da articulação de uma cena a outra, de um significante a outro, desde a Interpretação dos sonhos, e que se apresenta aqui de maneira exuberante.

Freud tentava demonstrar, podemos dizer isso após Lacan, que o inconsciente é estruturado como linguagem, que o inconsciente é sua interpretação.

Na tentativa de fazer valer sua descoberta, Freud forja um trabalho do sonho de S.P.

É Lacan que assim o define: o inconsciente é estruturado como linguagem.

No texto A Negativa de Freud, podemos localizar o mecanismo da Austossung, expulsão, como o ponto de partida da configuração do ser.

A partir do princípio do prazer, o que é expulso por ser desagradável, estabelece-se de forma radical no dito do sujeito “isso não sou eu”. Por outro lado, o que se apresenta como experiência prazerosa é introjetado como sendo ele.

Ocorre que o elemento expulso foi experimentado pelo ser vivente e o marcou como modo de satisfação sem compromisso com o prazer. É portanto, o gozo que se apresenta como paradoxal, diz respeito ao sujeito, e foi radicalmente rejeitado. Ou seja, “aquilo que é mau, que é estranho ao ego, e aquilo que é externo são, para começar, idênticos”.

Essa operação da constituição do sujeito se dá miticamente sem a interferência do simbólico. Trata-se da participação do imaginário e do real na constituição de um corpo que goza, subtraído do alcance do simbólico. Como tal, permanece no real porque o imaginário não é capaz de estabiliza-lo.

Lacan, em sua conversa com Jean Hyppolite sobre a Verneinung de Freud, em 1954, nos esclarece “que é assim que se deve compreender a Einbeziehung ins Ich, a introdução no sujeito, e a Austossung aus dem Ich, a expulsão para fora do sujeito . É essa última que constitui o real, na medida em que ele é o domínio do que subsiste fora da simbolização” .

Esse gozo que se instaura fora da abordagem fálica não pode ser negativizado e se apresentará ao sujeito para sempre, seja como o gozo suplementar, o gozo do Outro, o gozo feminino que, não-todo, escapa a qualquer tentativa de conformidade.

É o gozo externo ao sujeito que retorna como o mais íntimo de sua existência.

A concepção freudiana sobre a constituição desse estranho mais íntimo orientará os desenvolvimentos dos últimos Seminários de Lacan, quando indica que a única maneira de abordarmos o real é pela via do imaginário, o imaginário puro desvinculado do simbólico.

Mas vejam que o corpo está reduzido à energia psíquica, à libido. E Freud não consegue liga-la ao corpo que a sustenta.

Os fenômenos de corpo sempre foram objeto de atenção, tanto para Freud quanto para Lacan. Porém, se retomarmos Freud , podemos ver que o inconsciente é desprovido de corpo material, a energética freudiana era o ponto de partida, mas não configurava um corpo.


No primeiro Lacan também.


VEJAM:


ESTÁDIO DO ESPELHO + ESQUEM L, ESQUEMA R

LACAN FAZ ESSES ESQUEMAS PARA DEMONSTRAR QUE:


O sujeito, efeito da linguagem, é passível de mutações a partir da introdução de novos significantes.

É assim que a interpretação como deciframento tem seus efeitos.

Trata-se mais tarde, no ensino de Lacan, de se dar conta de que o efeito do encontro da palavra com o corpo, é algo que ocorre e tem suas consequências, antes mesmo do Estádio do Espelho, antes do corpo imaginário.


É do choque da palavra com o corpo, que longe de marcar pela via do sentido, apenas anima o corpo que então se goza. É um acontecimento. Um antes e um depois do encontro de um organismo com a fala. Daí, o organismo se torna corpo.


Nessa perspectiva é que se esclarece que o Outro não existe, NÃO HÁ O SIGNIFICANTE ÚLTIMO QUE DÊ CONTA DA FALTA EM SER, mas há do Um. O Um do gozo, o gozo como real, que não se modifica e que foi inaugurado pelo choque da palavra com o corpo.


Lalíngua foi o termo que Lacan utilizou para evidenciar o que resta desse encontro no vivente e que não se liga à significação. Não se trata ainda da entrada na linguagem, mas sim do vivente que chega ao mundo que fala.

Fala-se, e podemos deduzir daí o neologismo de Lacan: falasser.

O humano é um ser parasitado pela fala e isso tem como consequência a desnaturalização.

O programa que o organismo vivo tem, o funcionamento das células, dos tecidos, dos órgão já formados, em um animal qualquer, segue os padrões biológicos determinados pela natureza. É o real da natureza que está em jogo. A satisfação da fome, da sede, do instinto de procriação, etc.


No humano essa satisfação está perdida. Esse gozo suposto ter existido pode ser localizado como um objeto perdido.


O real da psicanálise é outro.


Ele está em articulação com a lalíngua, não submetido à significação. O gozo é único, para cada um, porque não segue nenhum padrão. É pura contingência do encontro daquele organismo com o significante, disjunto da cadeia.

Um S1 que nada comunica, que não pede S2. Ele impacta e faz ruptura no organismo.


É por isso que a memória, o que se repete na neurose de cada um, reitera como gozo indestrutível na carne.

Sofremos do que foi marcado na carne pelo encontro do significante com nosso organismo que se tornou corpo.

É assim que de organismo, da perspectiva de que se é um corpo, o humano passa a ter um corpo, ou, como disse Lacan, passa a achar que tem um corpo, pois, no final das contas, ele não o possui, ele não o tem. O humano não tem um corpo porque o que ele acha que tem, funciona sozinho.

O corpo é disjunto do sujeito e o que mais se aproxima dessa nossa experiência é o conceito de falasser que Lacan inventou.

Esse corpo se goza, , é um gozo auto-erótico, autista, e que entra em circuito com os objetos, com outros corpos. Podendo assim estabelecer relações.


Essa é a passagem do inconsciente, do sujeito enquanto articulação de um significante a outro, para o falasser.

O falasser inclui o corpo e possibilita maior esclarecimento sobre o lugar da psicanálise no mundo contemporâneo, ou seja, provocar uma nova relação com o que cada um é, seu modo de gozo, que pode ser articulado como sinthoma.


Niceas - HOMENAGEM


Em São Paulo, Carlos Augusto Niceas trabalhou o verbete "Inconsciente lacaniano" do Silicet 2016. Sigo Niceas em suas elaborações.


Sobre o manejo dos conceitos, ontem e hoje, ele nos disse que “É preciso ler a descoberta freudiana e o avanço lacaniano do inconsciente estruturado como uma linguagem. Nesse antes, inconsciente, corpo e sintoma permaneceram termos referidos à linguagem.”

Do último ensino de Lacan, Niceas destaca: "vocês precisam perceber que o que eu lhes disse sobre as relações do homem com seu corpo (,,,) nada tem a ver com qualquer coisa que permita definir estritamente o sujeito, que por sua vez só se define de modo correto na medida em que é representado por um significante junto a outro significante" (seminário 23)

Ao retomar Freud, Niceas destaca que ele “nos falou do corpo primeiramente como corpo a ser preservado, corpo das pulsões de auto-conservação da dualidade entre fome e amor, afirmando, em seguida, uma sexualidade infantil, que o mapeava nas zonas erógenas do autoerotismo da completa satisfação e apaziguamento das pulsões parciais. O narcisismo, depois, explicava, como essas pulsões parciais, num tempo secundário ao autoerotismo, até então marcadas por um funcionamento caótico, encontravam, pelo acontecimento de uma nova ação psíquica, uma orientação, elas podiam, dali por diante, convergir na direção de uma primeira unidade oferecida às pulsões como um objeto de investimento libidinal, o eu, que não tem, em Freud, outra base material que o corpo: ‘o eu é antes de tudo um eu corporal’". ("O eu e o isso")


Lacan nos introduz na perspectiva do real, para além da articulação do Imagináro e simbólico que tentei demonstrar para vocês no início da aula. Lacan diz que 'O real é o mistério do corpo falante, é o mistério do inconsciente".


Então, há um inconsciente, real, do tempo da alíngua, assim como há um inconsciente, transferencial, estruturado como uma linguagem, com suas formações montadas no mistério de origem que é o acontecimento da alingua incidindo sobre o corpo do infans, marcando-o de um "troumatisme".


Desde Freud, "o mistério, ponto de real, é o mistério da incidência do simbólico sobre o corpo, é o mistério da união da palavra e do corpo" .


A prática psicanalítica foi exigindo de Lacan as reinvenções conceituais ao tempo do falasser, a anterioridade da alíngua. Assim, aprendemos a ler o inconsciente para além, ou para aquém, da interpretação do sintoma-metáfora.

Para a prática clínica do analista, uma orientação clara se impõe: é dentro da experiência do que falar quer dizer, que o analista pode tocar o mistério da união do corpo com a palavra.


Nas conferências realizadas nos EUA, em1975, Lacan confessa aos alunos que está lendo Joyce e que essa leitura lhe permitiu introduzir conceitos novos em seu ensino:

"É um círculo vicioso dizer que somos seres falantes", ou seja, ele apresenta o novo nome do inconsciente: "nós somos falasseres"


Então, antes, no tempo do inconsciente estruturado como uma linguagem, tínhamos o inconsciente, o sintoma e o corpo especular. No tempo da alíngua, em seu segundo ensino,, temos o falasser, o sinthoma e o corpo falante.

Ruptura conceitual na passagem de um tempo para outro? Uma perspectiva apenas linear que diria que a análise avança em etapas cronológicas que se sucedem até um ponto final onde o sujeito esbarraria no gozo opaco do sinthoma como a gente se acostumou a chamar o gozo próprio do corpo falante?


Ora, apesar de não ter o corpo, ele é sua única consistência.

O que interessa insistir: a oposição entre os antigos e novos termos no ensino de Lacan, é uma oposição extraída de tempos lógicos de funcionamento do inconsciente, não havendo, assim, rupturas entre eles.


Lígia Gorini, à propósito do tema das psicoses, nos dá uma indicação importante a partir da diferença entre invenção e criação: “lorsque Miller introduit le terme d’invention dans les psychoses, il le fait par opposition à celui de création. La création, dit-il, met l’accent sur l’invention ex nihilo, à partir de rien, alors que l’accent mis sur l’invention repose sur une création à partir de matériaux existants. Or, ceci est fondamental lorsque nous avons comme orientation la perspective du sinthome : ce n’est qu’à partir de matériaux existants, ces limailles de parole ayant fait désastre, au sens de traumatisme pour le sujet, qu’une invention symptomatique pourra advenir. ”

É assim que podemos retomar o caso do Homem dos Lobos em articulação com o caso Joyce , trabalhado por Lacan no final de seu ensino.

Lacan apreendeu uma psicose que não se desencadeou em Joyce por ele ter podido amarrar seu corpo na articulação dos três registros, inventando seu ego, sua obra literária.

O homem dos Lobos pôde amarrar seu corpo como sendo o caso predileto de Freud. Ele passou a ser o Homem dos Lobos e não teve o destino de Schreber. Ele pôde fazer um corpo.

Nessa perspectiva podemos extrair as bases para pensar também a prática clínica com os ditos neuróticos.

Depois de atravessar todo o edifício construído em torno das significações advindas dos efeitos de lalíngua no corpo do falasser é possível fazer falar o gozo que se reitera nas histórias que nos chegam em análise.

As histórias se repetem ao longo dos anos e mesmo que o sujeito tenha passado por retificações subjetivas, queda das identificações, resta ainda um apego à satisfação ao gozo inaugural do encontro da palavra com o corpo.

Dessa maneira, permanece a orientação lacaniana de que é pelos circuitos da palavra que se pode chegar ao osso. O sujeito pode não querer largar o osso. Não querer deixar de ser um sujeito que se apresenta pela articulação de um significante a outro significante. Ou seja, fazer cair as indentificações e as garantias que o efeito de signifação produz no sujeito.

O sujeito, ao se dar conta que ele “tem” um corpo que fala por si mesmo, pelo efeito da palavra, mas que essa palavra não se articula, podemos estar diante de um final de análise.

Com o Homem dos Lobos e com Joyce esse percurso se apresenta como impossível, já que eles, livres do nome do pai, traçaram suas soluções que os tornaram absolutamente incomparáveis.

Cada um a seu modo pode inventar uma forma de estar no mundo, desvinculado de sua historiazinha sobre como e porque sofrer na vida.


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