Abertura, por Mônica Bueno, responsável pelas atividades de Ensino e Pesquisa

June 5, 2019

Daremos início a mais uma jornada de Ensino do Clin-a.

 

É  uma satisfação estar aqui novamente fazendo a abertura deste evento. Agradeço às coordenadoras da jornada, Marilsa Basso e Maria Célia Kato pelo convite para dar início a esta atividade.

 

Como já tive oportunidade de dizer, tenho acompanhado  estas jornadas ano a ano e sempre as vejo cheias de vida e entusiasmo,  São, alem disso, uma  oportunidade  de entrar mais em contato com a produção dos alunos e dos Núcleos, seus percursos suas questões e impasses.

 

A palavra percurso traz uma dimensão que vai para além de um aprendizado, traz uma ideia de caminho, de ir de um lugar a outro. Muitas questões aí se colocam. A principal refere-se ao inconsciente.

 

O estudo Teórico da psicanálise é um dos pés do tripé da formação, proposto por Freud.

A psicanálise não é simplesmente uma teoria ou uma técnica, envolve uma relação com o inconsciente. Com o próprio, em primeiro lugar. A dimensão de desejo, de transferência e de sintoma estão presentes no percurso que cada um faz, um a um. Um caminho próprio é necessário nesta formação. Isso implica colocar algo de si, não há possibilidade de um aprendizado passivo, que somente absorve conceitos. O sujeito e seu desejo estão diretamente implicados.

 

A disjunção saber e verdade assim se coloca. No lugar da verdade, o inconsciente. Um saber vai sendo constituído.

 

Estas questões também concernem ao ensino da psicanálise.

 

A transmissão em psicanálise concerne a um impossível, leva em conta um real em jogo, e também a transmissão de algo desse real.

 

A transmissão igualmente  inclui as relações de cada um com seu inconsciente, sua implicação com a psicanálise. Lacan no texto “Alocução sobre o ensino”,  que está em Outros Escritos, diz que o discurso analítico, ao se oferecer ao ensino leva o analista à posição de analisante, (pg 310).

 

E, segundo Lacan,  a única via possível para tentar transmitir uma formação é uma via que se chama estilo. Estilo evoca o percurso próprio, com sua singularidade. Singularidade que está no cerne da psicanálise. Singularidade de cada analista. E de cada analisante.

 

Assim, a empreitada de se tornar analista traz muitos desafios, incluindo o de transmitir a psicanálise,  o que também é  intrínseco à função do analista.

 

No dia de hoje acompanharemos diversas singularidades em seus percursos, em suas transmissões, sendo portanto essa jornada, antes de tudo, uma oportunidade ímpar, para todos nós, de avançarmos, cada um no seu percurso próprio, mas que inclui as trocas.

 

Teremos a participação de nossa colega de Belo Horizonte, Ana Lydia Santiago, que gentilmente aceitou nosso convite para nos trazer sua singular e precisa transmissão.

 

Agradeço a presença de todos vocês e a participação dos que apresentarão seus trabalhos na jornada.

 

Bom trabalho a todos nós

 

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