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Ateliê de leitura do texto “Subversão do sujeito e dialética do desejo”



Coordenadoras:

Local:Vitória New Port Residence – 291, Cambui, Campinas

Inscrições com as coordenadoras Valor:100,00 mensais

Horário: das 13h30 às 15h00.

Periodicidade: semanal

Em 2018 nos debruçamos na leitura do texto de Lacan “A significação do falo”. Essa leitura norteou o trabalho de todo o ano. Tivemos bons efeitos, e dentre eles, nos orientar para a participação do Encontro Brasileiro de 2018 “A queda do falocentrismo”. Esse trabalho também possibilitou abrir novas questões. Uma delas nos impulsionou a continuar investigando e manter o Ateliê no ano de 2019.

Sobre nosso ponto de interesse destacamos: “O falo como significante dá a razão do desejo ( na acepção em que esse termo é empregado como média e razão extrema da divisão harmônica)” (LACAN, Escritos p. 700). E é a partir dessa frase que algumas reflexões surgiram.

Se a significação do falo dá a razão do desejo, este surge como efeito no ponto onde a significação fez sua marca. Nesse texto Lacan faz do falo o próprio significante da anulação do imaginário pelo simbólico. É uma operação que produz o significante falo, sem deixar resto. Há uma reabsorção de gozo pelo significante fálico. Mas, quando se trata da confrontação do simbólico com o real, há um resto. O real não se deixa anular, e o gozo não se deixa reabsorver.

Assim, há um gozo que não se deixa significantizar, há um significante especial, não passível de negativização (Φ). Isso faz Lacan promover o termo objeto a, ou seja, introduzir uma escritura para aquilo que, do real do gozo, não é significante, para aquilo que resta quando o simbólico significantiza o real do gozo. O objeto a marca o fracasso do simbólico na tentativa de anular o real, é o que resta do real, não significantizável.

Nossa questão: como pensar o desejo em tempos onde o objeto a é elevado ao zênite social, e o imperativo goza dá as cartas no jogo contemporâneo. Como entra aí o desejo? Como Lacan percorre esse caminho entre significante e desejo, indo em direção ao objeto a, gozo e real?

Para isso, sentimos necessidade de explorar o texto “Subversão do sujeito e dialética do desejo”, na investigação do termo desejo na primeira clínica de Lacan, antes da invenção do objeto “a”. A partir dessas formulações, ir avançando, cotejando questões do contemporâneo, sem prescindir dos conceitos da primeira clínica.


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