CIEN - LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO EM FUNCIONAMENTO NO CLIN-a

Laboratório: A criança e as ficções jurídicas

Campo de Investigação: A proposta deste laboratório é pesquisar e questionar os modos de incidência do discurso do Direito sobre a criança. Tomamos como "ficções jurídicas", nesta linha de investigação, as medidas de proteção à criança, organizadas de maneira própria em cada país, inspiradas e regidas pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

Em funcionamento desde fevereiro de 2004, este Laboratório dedicou-se a estudar, em uma perspectiva histórica, o deslocamento, na forma da lei, da criança no lugar de objeto a ser tutelado para a posição de "sujeito de direitos", assim como a atuação possível e factual da lei, seus usos e também seus abusos.  Atualmente, o foco principal do trabalho está voltado para a discussão de  situações práticas trazidas da experiência institucional dos participantes do Laboratório, centrando-se na posição do profissional frente às demandas que lhe são colocadas em um dispositivo jurídico.

Nosso percurso inicial conduziu a um questionamento de como as ditas "ficções jurídicas" incidem sobre a inventiva, ou melhor, sobre a ficção própria a cada criança, quando isso se faz necessário, em razão do declínio da imago paterna.O desdobramento das discussões para a posição do profissional que atua no campo judiciário colocou como cerne a responsabilidade de cada sujeito (criança e adulto), no engendramento da dita “ficção jurídica”, sacudindo identificações ao Direito como um ideal regulador da vida contemporânea. O questionamento das situações práticas propiciou o aparecimento de hiatos na lógica hegemônica, do Universal, que convida à judicialização da vida, do cidadão, obturando o sujeito. A conversação que ocorre no laboratório conta prioritariamente com psicólogos e assistentes sociais, imersos no discurso jurídico, por sua atuação profissional em instituição que recebe crianças e adolescentes sob a insígnia da proteção e garantia de direitos. A esta conversação, ainda temos a perspectiva de trazer profissionais que tenham tido na disciplina do Direito seu aporte de formação.

Responsável: Siglia Cruz de Sá Leão.
Fone: (11) 2476 1655 ou 8389 8135.
siglialeao@yahoo.com.br

Laboratório: Quanto tempo o tempo tem?

Campo de investigação: Educação

O laboratório Quanto tempo o tempo tem?  nasceu do encontro de psicanalistas, professores, pedagogos, coordenadores pedagógicos e psicólogos envolvidos com os impasses da educação escolar. Em um primeiro tempo pesquisamos questões ligadas à inclusão em um laboratório intitulado O Imperativo da Inclusão Escolar. Embora os aspectos ligados à inclusão tenham sido o tema motivador, era importante saber acerca do modo de operar de um laboratório que tem como principal ferramenta a conversação. Com a pesquisa nos demos conta que este tema – a conversação -, não é simples e retornamos os textos de orientação do CIEN.

Este percurso nos fez alterar o rumo inicial do laboratório. Se o tema da inclusão escolar nos reuniu no início, o percurso da investigação nos levou ao tema do tempo na infância, considerando que na contemporaneidade a criança também está submetida à lógica do “tempo é dinheiro” e não devemos desperdiçá-lo, sob a ameaça de ficar pra trás, atrasado em relação aos demais. Para a psicanálise o tempo tem uma lógica própria, menos submetida ao relógio e mais próxima da singularidade de cada um. Então como pensar as conseqüências para a infância? Como dialetizar as exigências cronológicas – necessárias para as instituições, para a vida social etc. – com o desejo de cada sujeito? Que contorno é possível desenhar?

Responsável: Valéria Ferranti Baptista
Fone:(011) 3812 1753
v.ferranti@uol.com.br

Reuniões quinzenais, sempre as quintas-feiras, 20h45

CLIN-a - CENTRO LACANIANO DE INVESTIGAÇÃO DA ANSIEDADE - Rua Prof. Ernest Marcus, 91 - Pacaembu - Fone (11) 3675 7689 - S.P. - Brasil - clin-a@uol.com.br
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